Segredo Para Três - Conto Erótico

Atualizado: 30 de mai.

Conteúdo adulto.

Registro Copyright - 2019 | Biblioteca Nacional - 2019 | Autora Larissa Braz.




Era um dia especial para o meu relacionamento, e aquela noite foi marcada de uma forma extremamente excitante de um jeito que eu não esperava. Foi uma surpresa e tanto que marcou nossas vidas mudando o futuro para sempre.


Brandon era meu sogro e morava na Suíça antes de se mudar de volta para Londres. Isso aconteceu repentinamente depois do termino de seu quarto casamento. Ele veio morar comigo e meu namorado, mas isso só seria por algumas semanas. Bom, ao menos foi o que Bryan disse e acreditei.


Estava tudo bem, sua companhia não era tão ruim assim. Eu trabalhava em casa e passava sempre os dias, sozinha, então ter alguém ali era agradável. Embora Brandon fizesse bastante barulho às vezes, como naquele momento. Uma publicitária em fase de criação precisava e silêncio, mas meu sogro tocava violão na sala há uns trinta minutos. Sempre que errava uma nota, ele voltava e começava a canção toda de novo.


— Merda! — murmurei impaciente.


Passei as mãos pelo rosto e me levantei irritada indo até à sala. Ao abrir a porta do escritório, Brandon estava sentado em frente a vidraça do apartamento. Sem camisa. Ele tinha um cigarro preso entre os lábios defumando minha sala, enquanto começava a música mais uma vez. Bryan se parecia muito com ele e por segundos desejei que quando mais velho ficasse exatamente com aquela aparência. Um cinquentão badboy com alguns fios brancos espalhados por entre os cabelos e um peitoral marcado que exalava um ar inteiramente sexy.


Ele parou de tocar e me olhou por debaixo da mecha de cabelo despencada sobre os olhos. O cigarro foi tirado da boca e posto sobre o cinzeiro à sua frente. Brandon sorriu. Um maldito sorriso que me deixava nervosa. Sempre!


— Estou atrapalhando você, querida?


Por que ele me chamava assim? Eu queria que Bryan me chamasse assim. Achava tão atraente, e isso era péssimo! Brandon é o pai do homem com quem quero me casar. Meu sogro, merda! Não posso me sentir assim por ele. Esse homem tem logo que se mudar daqui.


— Um pouco. — Sorri desajeitada. — Você pode parar por uma hora?


Ele se levantou e colocou o violão sobre a poltrona em que estava sentado. Brandon usava uma calça de moletom cinza que era um tanto folgada para ele. O elástico estava um pouco abaixo do abdome, dava para ver perfeitamente a marca de sua pelve e alguns pelinhos. Maldito!


Aproximou-se e passou a mão pelos cabelos, jogando-os para trás. Seu cheiro era uma mistura de perfume caro com tabaco. Isso era para ser um odor completamente desagradável para alguém que odeia perfumes fortes e ama lavanda por toda casa, mas eu estava adorando! Lambeu os lábios lentamente e aquilo foi muito sedutor. Sua mão direita coçou a barriga com delicadeza, usando as pontas dos dedos.


Droga! Droga! Droga! Porra!


Meu coração bateu um pouco mais rápido. Minha boca se encheu d'água. Acho que outras partes também.


— Por quanto tempo quiser.


Engoli em seco.


— Obrigada.


Prendi a respiração e passei por ele voltando para o escritório, sem olhar para trás. Estava tão nervosa. A maçaneta escapuliu da minha mão suada e a porta bateu ao se fechar causando um estrondo. Escutei sua risada grave do outro lado. O canalha sedutor sabia o efeito que causava em mim e se divertia com isso. E esse efeito era um problema. Grande!


Começar a sentir atração sexual pelo sogro que eu tinha conhecido há poucos meses, era uma merda e torrava com meus miolos. Eu amava o Bryan, amava muito! Por que isso estava acontecendo? No começo era divertido, mas, agora, já não é mais. Sempre o admirava quando não estava me vendo ou distraído, mas nos últimos dias notei que, às vezes, minha calcinha ficava úmida e meu coração sempre batia mais forte. Isso não estava certo. Não é?


Sentei novamente à mesa e voltei ao trabalho. Depois de quase três horas em absoluto silêncio, uma forte batida contra a porta me assustou. Ela foi aberta e cabeça de Brandon apareceu no cômodo.


— Aposto que está com fome. O almoço está servido.


— Okay. Já estou indo.


Voltei a atenção para o laptop à minha frente. Trabalharia por mais uns minutos e logo iria. Ele entrou sem ser convidado e parou diante da mesa. Encarou-me com olhos estreitos, em silêncio, e com as mãos guardadas no bolso.


— Quer dizer algo? — perguntei confusa.


— Estou te esperando. — Sorriu.


Só podia ser brincadeira. Ele iria mesmo ficar ali, estático como um pedaço de pau? Encaramo-nos por alguns segundos e ele continuava a sorrir. Sem se mexer.


— Entendi.


Levantei e Brandon andou em minha direção. Parou quase obstruindo a passagem entre a mesa e a parede. Engoli em seco. Olhei-o e percebi que ele não se afastaria. Parecia satisfeito com a proximidade. Passei por ele esbarrando meu braço em seu peitoral. Fiquei nervosa novamente com sua presença.


A sala e a cozinha eram integradas no conceito aberto. Ao sair do escritório, um maravilhoso cheiro de carne assada invadiu meu nariz e logo avistei a mesa posta. Meu estômago roncou alto. Brandon riu e puxou uma cadeira para mim.


— Agora sei de onde veio o cavalheirismo do Bryan. — Tentei ser simpática.


— Fiz meu melhor na criação dele como pai solo.


Sentei e ele se sentou ao meu lado na mesa redonda que ficava ao canto, próxima das janelas da sala.


— Cordeiro assado. — Destampou a bandeja a nossa frente.


— Uau! Você cozinhou isso?


— Não, mas alguém no restaurante cozinhou para nós. — Riu.


A comida estava fumegante e o cheiro era ainda melhor. A carne estava linda e me deu mais fome.


— Vamos comer, então.


Peguei meu prato e levei a mão até a tigela com a salada italiana.


— Não, não. Eu lhe sirvo.


Pegou o prato da minha mão.


— Comprei um presente para você.


— Presente? — Franzi o cenho com estranheza.


Por quê diabo estava me presenteando?


— É só uma coisinha boba que vi na rua quando estava voltando para casa.


Serviu meu prato e o colocou à minha frente. Brandon se levantou e caminhou até a ilha da cozinha. Pegou uma sacolinha rosa e a me entregou.


— Abra.


Eu estava confusa. Naquele dia, quem tinha que estar me dando um presente era o Bryan, afinal, estávamos completando dois anos de namoro e um ano que morávamos juntos.


Abri a sacola e enfiei a mão lá dentro tirando uma caixinha para fora. Ao abri-la, um par de brincos.


— Não é nenhuma joia cara, mas é delicado como você. Achei bonito.


Os brincos eram pequenos, redondos, prateados e tinham uma pedra azul no centro. Eram mesmo bonitos e delicados. Aquele já era o terceiro presente que me dava sem o menor motivo desde que veio ficar conosco. O primeiro ele disse que era um agradecimento por deixarmos ele morar aqui. O segundo, ele apenas deixou sobre a mesa do escritório e quando eu o questionei o motivo, ele apenas disse: “presente para minha mais nova parte da família.” Então nem o questionaria sobre aquele. Sei que viria qualquer bobagem de sua boca.


— É lindo. Obrigada.


Ele sorriu e aquilo foi muito galanteador. Comemos sem muita conversa. Eu estava nervosa. Acabei ficando constrangida por estar nervosa demais com a sua presença. Estava finalizando a salada no prato quando seu joelho encostou no meu. Porra! Um simples toque me causou um leve choque no lugar e uma pequena reação de susto. Brandon riu baixinho, de cabeça baixa. Foi proposital.


Levantei levando o prato para pia. Brandon seguiu meus passos parando atrás de mim. Senti seu calor emanar e aquecer minhas costas. Sua mão tocou meu quadril e seu outro braço se esticou colocando seu prato dentro da pia. Senti arrepios na pele embaixo da sua palma.


— Vou voltar ao trabalho. Obrigada pelo almoço.


Sai dali quase que correndo e entrei no escritório outra vez. As investidas dele estavam ficando cada vez mais frequentes e instigantes. Ele queria algo de mim e não era apenas companhia para o almoço. Queria algo dele que não podia ter.


Passei a tarde sem muita concentração para o trabalho. A pele ainda formigava onde ele tocou. O desejo crescia. Eu, o reprimia. Começa a ficar zangada comigo mesma.


Já passava das cinco quando parei de trabalhar. Ao passar pela sala, fiquei aliviada em não ver o Brandon ali. Atravessei o corredor depressa em direção do meu quarto. Depois do banho, comecei a me arrumar. Bryan disse que chegaria por volta das sete para podermos sair e comemorar nossos vinte e quatro meses juntos. Torcia para que ele não se atrasasse, mas era possível acontecer. Sempre acontecia. Era o preço que se pagava por estar com um bom advogado criminal requisitado.


Ele costumava chegar bem tarde muitas vezes por semana. Antes eu ficava sozinha, mas com a chegada do Brandon passei a ficar na sua companhia da hora que acordava até o momento em que me deitava para dormir. A falta do Bryan no começo da relação foi um problema, mas depois apenas me conformei com a situação.


Às vezes, acredito que tanto tempo a sós com meu sogro é o que tenha contribuído fortemente com a atração que tomava conta dos meus pensamentos, como da última vez que eu e Bryan transamos. Culpei-me por muitos dias por causa daquilo. Durante todo o tempo que Bryan passou enterrando seu pau em mim, pensei no seu pai. Apenas fechei os olhos e me entreguei a fantasia sexual. Mas, depois, me perguntei se aquilo não era doentio ou, de certa forma, traição.


Às sete, estava pronta. Deixei o quarto e caminhei para sala. Brandon estava lá, deitado no sofá. Quando meu viu, seus olhos se arregalaram e ele se levantou rapidamente, ficando de pé.


— Você está maravilhosa.


— Agradeço. — Sorri, pois, me sentia extremamente linda.


Tive a preocupação em ondular os cabelos, fazer uma bela maquiagem e caprichar no meu perfume que Bryan dizia ser o favorito dele.


— Sente-se. Seu namorado não deve demorar.


Sentei ao seu lado e cruzei as pernas. Senti seu olhar flamejar na minha pele. Sua mão escorregou para entre nós dois, mas ele não me tocou. Embora, mesmo negando para mim mesma, eu desejasse isso.


A TV estava ligada no noticiário e assistíamos em silêncio. No canto inferior direito da tela, as horas marcavam sete e meia. Peguei o celular na bolsa e verifiquei se não havia alguma mensagem não lida. Não tinha nada. Bryan estava atrasado, mas devia estar a caminho. Acho que se não estivesse, teria avisado seu atraso. No entanto, o relógio marcou oito e nada do meu namorado aparecer.


— Combinei de ver alguns amigos hoje. Já vou indo.


Brandon se levantou e vestiu a jaqueta de couro. Caminhou até mim e pegou-me de surpresa com um beijo demorado na testa. Quando se distanciou um pouco, o suficiente para nos olharmos nos olhos, ele curvou os lábios naquele maldito sorriso outra vez.


— Seu cheiro é tão gostoso quanto você.


Passou os dedos suavemente por minha bochecha que, com certeza, ficou corada com sua frase e proximidade. Passei a língua por meus lábios e o mordi o inferir. As coxas se apertaram causando pressão na minha intimidade que pulsou.


Ele afastou e caminhou para saída pegando sua chave no caminho. Quando a porta se fechou, relaxei no sofá. Eu era uma grande safada por me excitar com aquele homem. Às vezes, gostava disso. Outra ora, não.


Respirei fundo para me recompor e me levantei dando algumas voltas pela sala e cozinha. Servi um copo d’água e parei diante das janelas, observando a entrada do prédio. Eu aguardava ansiosa a chegada do Bryan, mesmo sabendo que estávamos prestes a perder a reserva no restaurante caro do centro. Mas eu me contentaria com um cachorro-quente no foodtruck da esquina. Eu só queria comemorar nossa noite. Sempre fui uma mulher apegada com datas, e não seria diferente com o dia treze de agosto.


Não sei quanto tempo fiquei parda ali, observando a rua pouco movimentada. Parei de olhar as horas para evitar frustação maior. De repente, a porta se abriu e eu me virei para trás, esperançosa, imaginando ser o Bryan. Porém, quem passou por ela foi Brandon.


Suspirei triste, magoada. Caminhei para o sofá e me sentei. Retirei os sapatos e os joguei ao canto da parede. Brandon entrou e veio até mim. De trás das costas, ele tirou um boque de tulipas amarelas.


— Para quem são?


— São para você. Pensei em rosas-vermelhas, mas isso pareceu ser meio... romântico demais para mim.


Sentou-se no sofá e me entregou as tulipas.


— E por quê?


Deu de ombros.


— Bryan não chegou. Está atrasado. De novo.


Ele tocou meu joelho, chamando minha atenção do boque para ele.


— Eu sei. Bryan me ligou. Pediu que eu voltasse para casa e jantasse com você.


— O quê? E, porque ele não ligou para mim? — perguntei puta de raiva.


Bufei revirando os olhos. Estava zangada com meu namorado. Não acreditava que ele havia feito isso, logo nesse dia.


— Sinto muito. Sei que é uma data especial para vocês. Ao menos, podemos comer uma coisa bem gostosa e não deixar nada para ele.


— Não estou com fome.


Eu havia perdido o apetite. Estava chateada. Só pensava em um meio de castigar Bryan pelo que fez.


— O que ele disse para você?


— Ligaram para ele quando estava no caminho de casa. Ele pensou que seria rápido, mas se enganou. Ele disse que é um cliente antigo e que está na penitenciaria tentando falar com algum juiz.


Apenas assenti com a cabeça baixa.


— Vou pedir comida japonesa, sei que você adora.


— Peça somente para você. Já disse que não estou com fome.


Seus dedos apanharam a ponta do meu queixo e ele virou meu rosto em sua direção.


— Me dê a honra da sua companhia, querida. Estou cheio de fome.


Aquela última frase parecia ter outro sentido saindo da sua boca. Seu tom de voz era mais grave e seus olhos estavam estreitados. O polegar se ergueu e roçou delicadamente meus lábios onde seus olhos se demoraram. Engoli a grossa saliva que empossava em minha boca. Brandon se levantou e sacou o celular do bolso indo para cozinha.


Levantei e segui para o quarto. Precisava arrancar aquele vestido justo demais. No closet, troquei-o por um short jeans e uma camiseta branca e surrada, quase transparente. Quando voltei, tinha uma garrafa de vinha e duas taças sobre a mesa de centro na sala.


— Vamos beber? — perguntei.


— Mas é claro, hoje é uma data especial. Lamentamos a falta da outra parte não estar, mas a festa não pode parar. — Riu.


Ele abriu a garrafa e nos serviu. Minutos depois da primeira taça, a campainha tocou. Era nosso jantar. Sentados na sala, comemos e bebemos. O vinho forte, com o qual não tinha costume, me fez alegre bem rápido. Eu me sentia bem naquele momento, mesmo estando ainda com raiva do meu namorado.


Na quinta taça, já estávamos rindo com algumas histórias da juventude de Brandon e do seu primeiro casamento. Ele tinha apenas vinte anos quando se casou com a mãe do Bryan, que veio a abandoná-los alguns anos depois.


— Preciso ir ao banheiro.


— Certo. Vou recolher o lixo enquanto tu me deixas aqui — foi dramático, colocando a mão sobre peito.


Gargalhei.


Entrei no banheiro e fiz xixi. Enquanto lavava as mãos, encarei meu reflexo no espelho. Meu batom já estava desbotado e minha bochechas estavam muito vermelhas. Sequei as mãos e ajeitei o sutiã que me incomodava. Odiava sutiã. Odiava quem inventou que mulheres tinha que usar aquilo. Sem pensar muito, irritada com o desconforto daquela “armadura”, arranquei-o deixando sobre a pia.


Ao voltar para sala encontrei a mesa de centro limpa, mas as duas taças ainda estavam ali.


— Olha o que tenho aqui — disse Brandon e sacodiu em minha direção outra garrafa de vinho.


Ele sorriu de um jeito assanhado, como costumava sorrir sempre que Bryan estava longe.


— Não sei se aguento.


— Confie em mim, querida. — Aproximou. — Você aguenta, sim.


Outra vez sua voz soou mais grave. E eu não sei o porquê, mas sorri para ele mordendo meu lábio inferior. Brandon nos serviu. Sentados no sofá, perto demais, começamos a beber assistindo a um filme qualquer que passava na TV. Ele já estava pela metade e eu não entendia muita coisa que desenrolava nas cenas em preto e branco. De repente, o longa-metragem chegou ao fim com um casal se beijando sob a chuva em uma rua de Paris.


— Acho isso uma idiotice.


— O quê? — perguntei.


— Quem é que se beija debaixo da chuva?


Eu ri.


— Bom... eu beijaria de baixo da chuva em Paris. É romântico.


Ele me olhou de um jeito safado com um sorrisinho marcando somente um canto dos lábios. Brandon se virou para mim, sentando sobre sua perna esquerda e apoiando seu braço estendido no encosto do sofá.


— Ah, é? Quem você beijaria? — perguntou e se inclinou para mim.


Perto demais! — meu cérebro berrou.


— Não sei. Talvez quem estivesse comigo no momento.


Olhei para seus lábios carnudos e rosados pelo vinho. Eram belíssimos e convidativos.


— E se esse alguém fosse eu?


Não esperava aquela pergunta. Pegou-me de surpresa. Olhei-o assustada, sem saber se eu devia responder aquilo. Mas, mesmo que eu quisesse dizer algo, não tive tempo. Sua mão sobre o encosto agarrou minha nuca, enquanto sua boca se juntou na minha em um beijo faminto e intenso. O beijo durou bastante, me tirando o fôlego.


Ele chupou minha língua antes de seus dentes mordiscarem meu lábio inferior. Quando nos separamos em busca de ar, ele agarrou minhas coxas e me puxou em sua direção, deitando-me no sofá. Não tive tempo para nenhuma reação. Eu sei, devia ao menos ter tentado correr. E também sei que apenas um não bastaria para ele parar e me deixar em paz. No entanto, eu não queria que ele me deixasse em paz naquele momento. Queria mais do Brandon. Desejava mais da sua boca.


Ele me beijou novamente. Suas mãos apertaram meus seios quase a mostra sob o tecido fino antes de entrarem por debaixo da camiseta. Imaginei como a visão deles podem ter o atiçado. As pontas de seus dedos esfregaram-se em meus mamilos os deixando mais duros e sensíveis. Minhas pernas laçaram sua cintura. A outra mão dele acertou uma tapa em minha coxa, antes de agarrá-la com força. Outra vez sua boca se separou da minha.


Brandon levantou a camiseta expondo meus seios e os abocanhou. Sugou e mamou fazendo-me gemer agarrada aos seus cabelos. Os dedos tocaram minha boceta ainda coberta pelo jeans. Seus lábios desceram por minha barriga até chegar entre minhas pernas. Ele se desfez do meu short e da calcinha.


— Maravilhosa. — Cheirou minha intimidade afundando a ponta do nariz em minha entrada. — Toda molhadinha para mim.


Suspirei nervosa e ainda mais excitada.


— Por favor, me chupe — implorei.


Sorrindo, ele fez o que pedi. Sugou meu clitóris levando-me a loucura. Gozei. No entanto, jamais seria o bastante para eu recobrar o juízo e parar com aquilo, imediatamente. Eu ainda queria mais dele.


Brandon agarrou minha mão e a levou até seu pau.


— Pegue. Aperte e sinta o quanto está duro para você.


— Deus — sussurrei, apertando-o.


Desabotoei sua calça e puxei-a para baixo junto da cueca. Sua ereção pulou para fora. Era tão mais bela do que a de seu filho. Era grade e rosado. Estava molhado e sua ponta pulsava louca por alívio.


— Como quer começar, querida?


A pergunta, o chamado carinhoso e seu tom de voz provocante me fez sorrir.


— Quero ficar de quatro. Quero que me foda bem forte me agarrando pelos cabelos até que eu goze outra vez! — Senti-me completamente poderosa em poder dar as ordens. Quase sempre era Bryan quem mandava e coordenava tudo.


— Seu desejo é uma ordem.


Ele tirou sua roupa e depois arrancou minha camiseta. Fiquei de quatro sobre o sofá. Primeiro, ele me penetrou com sua língua. Gemi manhosa. Depois, ele juntou meus cabelos em uma de suas mãos antes de agarrar meu quadril com a outra. Seu pênis entrou em mim, vagarosamente. Ele gemou, rouco. Agarrei o braço do sofá cravando as unhas ali.


Sem pressa, ele me fodeu indo rápido e outra ora devagar, torturando-me. Lentamente, senti eu alcançar o orgasmo.


— Brandon! Me foda mais rápido.


Escutei sua risada de pura satisfação, êxtase. Em segundos ele me fodia rápido puxando minha cabeça para trás. Gozei gemendo alto, quase em gritos. Eu estava adorando tudo aquilo. Sentia-me tão satisfeita e desejada, mas ainda queria mais. Suas mãos acertaram minhas nádegas com força, causando ardência. Ele parou de repente e se afastou.


— Preciso parar. Não quero gozar agora.


Olhei-o por cima do ombro.


Nu, ele se deitou no chão entre a mesa de centro e o sofá.


— Sente em mim, querida.


Sem demorada, rastejei até ele e sentei em seu membro, olho no olho. Foi satisfatório. Parecia que tudo não passava de um delicioso delírio.


— Já faz tanto tempo que quero provar essa boceta.


— Você me enche de tesão.


Comecei a cavalgar nele. Suas mãos agarraram minha cintura ajudando-me a ir mais rápido. O prazer enchia o ambiente. Nossos gemidos e outros barulhos talvez estivessem sendo ouvidos no corredor do andar, mas, honestamente, eu não estava me importando nem um pouco. Bryan talvez chegasse logo. No entanto, estava evitando pensar nele. O presente momento era o que importava.


Sua mão direita se fechou em volta do meu pescoço. Minhas unhas cravaram em seu peito. Não demorou muito para que nós dois gozássemos. Foi gostoso, intenso e carregado de desejo.


— Como você é gostosa! — gemeu ele enquanto seu pau pulsava dentro de mim, se derramando inteiro.


— Vamos para o quarto — pedi.


Ele assentiu e, depois de alguns minutos, fomos para o quarto dele. Brandon me jogou na cama. Arrancou a fronha de um dos travesseiros e amarrou minhas mãos pedindo que eu as mantivessem sobre a cabeça.


— Feche os olhos e apenas relaxe, baby. Vou te fazer chegar ao céu.


Ele era sempre tão provocador. Beijou minha boca com gula. Quando se afastou, permaneci de olhos fechados. Apenas sentia sua boca úmida passeando por minha pele, beijando todo meu corpo e o marcando com leves mordidas e chupões.


Brandon chupou novamente minha intimidade. Gostava que ele não se deixava perder o prazer por nojo, já que ali estava melado com sua porra. Ele fez mais uma vez meu corpo estremecer. Minhas costas arquearem sobre o colchão macio enquanto eu gemia chamando o seu nome.


Sua boca se afastou de minha boceta, mas ainda sentia sua presença entre minhas pernas. Então, senti o colchão de afundar ao meu lado ao mesmo tempo que meus seios começaram a ser apalpados. Demorei para compreender o que estava havendo. Achei que seria Brandon, mas suas mãos estavam nas minhas coxas, então... quem estava ao meu lado? A resposta veio imediatamente quando suspirei fundo e senti o perfume no ar. Abri meus olhos devagar, com medo. Fiquei em choque ao ver Bryan deitado ao meu lado. Ele sorriu e acariciou meu rosto. O sorriso safado que marcava sua boca era idêntico ao de seu pai. O prazer estava se esvaindo. Meu corpo antes tão relaxado, agora ficava cheio de tensão. A mente antes embebecida, se perguntava atordoada o porquê ele não estava gritando comigo ou com o pai.


— Fique Tranquila, meu amor. Se entregue ao prazer extremo — disse antes de beijar minha boca. — Relaxe — sussurrou em meus lábios e tornou a me beijar.


Segundos depois fechei os olhos. Bryan me beijou cheio de tesão como nunca havia feito. Suas mãos percorriam meu corpo, apertando meus seios e massageando meu clitóris, enquanto seu pai começava novamente a me penetrar. Entrando e saindo, bem devagar.


Ele se afastou de mim e tirou toda a sua roupa. Então, aproximou se masturbando. Não estava entendo muito bem o que estava acontecendo ali, mas eu estava completamente excitada com os dois homens por quem sinto desejos sexuais.


Puxei minha mão direita de dentro do nó feito com a fronha e a estiquei tocando-o entre as pernas. Com cuidado, comecei a massagear suas bolas cheias e pesadas. Bryan gemeu relaxando os ombros e jogando a cabeça para trás.


— Fique de quatro, querida — pediu Brandon.


Assim fiz, sem questionar. Bryan ocupou o lugar do pai e me penetrou com estocadas fundas e rápidas, me agarrando pelo quadril.


— Bryan — chamei-o em um gemido.


Brandon deu a volta na cama e se deitou à minha frente com as pernas abertas.


— Chupe. Quero essa boquinha linda adornando o meu pau.


Entre grunhidos de prazer, abocanhei seu membro. Chupei-o. Era deliciosa a sensação de sua carne lisa e quente entrando e saindo em minha boca. O quarto foi preenchido pelos sons do nosso prazer. Brandon agarrou meus cabelos e os puxou forte. Ele firmou minha cabeça com certa distância de sua pelve e fez movimentos com o quadril indo para cima e para baixo, fodendo meus lábios. Aquilo chegou a me dar um pouco de ânsia, mas não o impedi. Queria sentir tudo o que era ofertado para mim entre aqueles dois homens. Era a primeira vez que eu vivia isso e estava amando cada segundo.


Não demorou muito e Brandon gozou novamente, enchendo minha boca. Ela urrou alto de prazer, quase como um animal. Mandou que eu engolisse seu sêmen. Bryan deu tapas em minha bunda antes de aumentar a força com que me penetrava. O atrito de pele contra pele causava um barulho sedutor para mim.


— Goze, querida — pediu meu Brandon.


Ele apoiou seu tronco nos cotovelos e ficou assistindo a cena com uma feição de pura luxúria.


— Goze no pau do seu namorado, como gozou no meu.


Em um estalar de dedos gozei perdendo as forças nas pernas.


— Você deu seu cuzinho para ele, amor? — perguntou Bryan.


Brandon sorriu para ele enquanto massageava as próprias bolas.


— Responda. — Bateu em minha bunda.


Olhei-o sobre o meu ombro.


— Não — disse com a voz baixa.


A carne das minhas coxas estavam tremulas. Eu nunca estive tão molhada como naquele dia. Era gostosa a sensação de sentir o membro do meu namorado entrar e sair deslizando com tamanha facilidade e agilidade. Ainda mais gostoso era estar sendo o centro da atenção e do prazer de dois homens. Um que eu amava tanto e o outro por quem tinha uma imensa fome carnal.


— Quero entrar na sua bundinha. Quero mais do que isso. Quero ver você aguentar nós dois ao mesmo tempo.


Os dois? Ao mesmo tempo? Penetração dupla?


O entusiasmo e o espanto me preencheu ao mesmo tempo.


— Me fodam. — Sorri.


Olhei para Bryan e depois para Brandon. Eles se entreolharam e sorriram um para o outro. Bryan se curvou para frente e alisou minhas costas antes de beijar minha pele quente pelo tesão.


— Sou sua — sussurrei para ele.


— Correção, querida — falou Brandon ao se aproximar. — Você é nossa! — Beijou meus lábios.


Bryan se deitou ao meu lado e me puxou para os seus braços. Naquele momento me olhou cheio de amor como me olhava todas as manhãs antes de sair para o trabalho.


— E nós dois somos seus.


Brandon se deitou atrás de mim, acariciando minhas curvas, e distribuindo beijos por meu ombro e pescoço.


— A partir de hoje dividimos o prazer — disse Bryan.


Ambos começaram a me beijar. Deitei de costas para a cama e aproveitei o momento. Deixei ser venerada pelos dois. Eles me beijaram, chuparam, disseram palavras e frases completamente baixas e excitantes. Fizeram-me gozar. Deram-me todo o prazer que pedi e merecia. Então, transamos juntos. Não havia pudor, nem vergonha. Apenas vivemos o prazer latente.


Aquela noite foi apenas o começo de um segredo para três pessoas. Foi o bilhete para uma aventura com grandes descobertas sexuais para mim. Depois que amanheceu, nossas vidas nunca mais foram as mesmas. Nunca mais foi apenas eu e Bryan. Pai e filho já tinham uma velha história de dividir mulheres, mas nunca se tocaram. Apenas eu era quem tinha o prazer de muitas mãos sobre o corpo, ao mesmo tempo.


Amadurecemos a ideio de vivermos uma vida a três. Mudamos daquele prédio e compramos uma casa grande que tivesse espaço para todos nós. Aquelas paredes foram testemunhas de muitas cenas eróticas. Bom, mas isso é história para outro dia.



Conto por Larissa Braz.


***



Espero que você tenha gostado. Por hoje é só, e muito obrigada pela sua